segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ter...

Bom, já que ninguém o fez, vou ser o primeiro colaborador nessa lista de tantos não-colaboradores...

Estava ainda há pouco me questionando quanto ao fato de ter. Escrevi um e-mail hoje e assinei de um jeito estranho, reclamando do "não ter". Fico pensando, talvez, se tivesse, não seria feliz, talvez não estejamos, nós, seres humanos, prontos para a plenitude; talvez sejamos incompletos e talvez seja esse nosso destino, mas não sei, não posso entender, e isso, simplesmente porque vivo, vivemos, no estado do"não ter": não ter todas as respostas.

Muitas vezes nos vemos assim, melancólicos e cinzentos porque estamos no estado do "não ter". Mas se pensarmos bem essa é nossa condição natural! Pense em você, Rei, senhor de todas coisas... Quisera eu ter todas as coisas do mundo! Todo o conhecimento, ter o controle dos astros, da luz, dos elementos, dos planetas e das mentes dos homens... Então, seria Rei, seria um grande Senhor e tudo me seria revelado e conhecido...

... mas logo me cansaria. Se tudo tivesse, enfim, contraditóriamente, me perceberia vazio, somos seres do não, do não ter que implica na busca constante, se deixarmos de buscar, não só deixaremos de ter um pocuo mais do Todo que nunca teremos de fato, mas deixaremos nossa própria essência: deixaremos de SER. Por isso, alegremo-nos com mais esse não, que, no fim das contas, nem é um não, não de não ter.

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